quinta-feira, 29 de abril de 2010
Mãe
Mãe, amanhã faz cinco anos que você se foi. Lembro-me de quando a gente sentia muito frio nas manhãs de outono... Você me abraçava tão apertado pra me esquentar. Eu sempre dizia que atrás da montanha tinha sol e que a gente podia ir pra lá. Mãe, nem eu sei o que isso queria dizer! Cresci dizendo coisas sem sentido. Cresci te chamando de vários adjetivos. Cresci sem saber que não cresceria o bastante para ser da sua altura. Ah, mãezinha, não poderia ter ido para trás da montanha sem mim. Havia um combinado. Hoje, sem você, as manhãs de outono são mais frias do que nunca. E não há esperança nenhuma de o sol estar atrás da montanha... Nada há para aquecer meu coração!
segunda-feira, 26 de abril de 2010
SURPRESA
Na ânsia de ser feliz me perdi nas áleas de jardins floridos, cobertos de flores, de sonhos e de amores...Hoje, quando volto a pisar sobre aqueles velhos sonhos irrealizáveis, sei que jamais soube conjugar os verbos ao lado da felicidade! Piso em folhas caídas ao chão... Já não há perfumes, nem nada... As buganvílias morreram presas ao galho.Tudo é só lembrança...Tudo que eu gostei, na verdade, eu gostava. Hoje, tudo é passado, que jaz nas ruínas do limo dos meus sonhos e das fantasias.
domingo, 25 de abril de 2010
LOUCURA I
Nunca acreditaram que eu fosse uma pessoa normal. Infelizmente, me foge o conceito de normalidade. A única coisa que eu sei é que tenho a alma delicada. Tão delicada que, às vezes, me viro do avesso apenas para me proteger. Isso é loucura?
sexta-feira, 23 de abril de 2010
AMOR
Acabei de entender, através de um conselho informal do meu pai, algo que eu achava que não tinha explicação: o amor...
O amor é um sentimento que pertecence só a nós. Portanto, podemos colocá-lo nas coisas e nas pessoas. Mas pessoas machucam demais o amor... Pessoas me fazem doer bastante. E disso tudo, veio a grande descoberta. Eu só amo quem eu quero amar. A partir do momento em que eu sofro, existe a grande possibilidade: o desamor. Deixar de amar parece tarefa fácil, mas não é. Sofrer dói muito. Porém, hoje eu sei que eu posso sofrer apenas o tempo que eu me permitir sofrer, e mesmo que alguém me faça sofrer, eu posso ter a opção de dar fim a esse sofrimento. Isso para mim é fantástico. É lógico que isso requer um tempo, mas o tempo não existe! Eu diria, então, que requer um aprendizado. Um aprendizado de saber onde estamos e onde colocamos, e mais ainda, em quem colocamos aquilo de mais precioso sentimos: o amor... Estou feliz!
O amor é um sentimento que pertecence só a nós. Portanto, podemos colocá-lo nas coisas e nas pessoas. Mas pessoas machucam demais o amor... Pessoas me fazem doer bastante. E disso tudo, veio a grande descoberta. Eu só amo quem eu quero amar. A partir do momento em que eu sofro, existe a grande possibilidade: o desamor. Deixar de amar parece tarefa fácil, mas não é. Sofrer dói muito. Porém, hoje eu sei que eu posso sofrer apenas o tempo que eu me permitir sofrer, e mesmo que alguém me faça sofrer, eu posso ter a opção de dar fim a esse sofrimento. Isso para mim é fantástico. É lógico que isso requer um tempo, mas o tempo não existe! Eu diria, então, que requer um aprendizado. Um aprendizado de saber onde estamos e onde colocamos, e mais ainda, em quem colocamos aquilo de mais precioso sentimos: o amor... Estou feliz!
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Ôôôô mãe, que saudade, mãe!
O céu de abril é diferente de todas as cores e de todas as outras estações. Foi nesse céu azul que, um dia, você se foi sem sequer despedir de mim... Acaso a saudade tem cor, mãezinha? A saudade para mim é azul, tal como este céu onde habitam todas minhas lembranças: "no céu, no céu, com minha mãe estarei"...
Para tempo! Para saudade! Para sempre abril. Para sempre anil..
Para tempo! Para saudade! Para sempre abril. Para sempre anil..
CÉU AZUL
Depois de tanto tempo, eu volto a ser feliz. Sinto a paz dentro de mim. Não quero jamais perdê-la. Paz, para mim, é felicidade.
domingo, 11 de abril de 2010
SOBRE ESCREVER AQUI
Aqui eu só escrevo o que eu suspiro. O que eu posso falar num sopro.. Um sopro que é sempre um segundo que sustenta minha vida toda...
SOBRE ESCREVER
Algumas coisas escrevo no papel. Outras no computador. E quando sinto uma saudade enorme do teclado da antiga máquina, eu volto nela a escrever. Algumas coisas que eu escrevo eu publico. Outras eu não as revelo para a vida. E as deixo ali sofrerem a agressão do tempo e morrerem em segredo sem serem lidas nem por mim e por ninguém.
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